sexta-feira, 27 de junho de 2008

SALAMANCA - DIVISA PORTUGAL X ESPANHA












Depois de sair de Fatima, pegamos o carro e seguimos em direçao a Espanha, as paissagens lindissimas dos Rios Minho e Mondego... os Rios Douro e Minho são os que dividem Portugal entre Norte e Sul... além disso passamos na Entrada de Santarem, Obido... e até chegar na divisa de Portugal com Espanha uma estrada de Mão dupla com cabines desativadas da Fronteira, mas com policiamento só que não existe mais aquela verificação de passagem como antigamente! Deixando a fronteira para trás entramos na Comunidade Autonoma de Castella y Leon na Regiao de Salamanca onde passamos e não paramos na Ciudad Rodrigo... é isso mesmo ... o meu Rei tem uma cidade só para ele... rsrsrsrs.... Chegamos a Salamanca... A cidade em si já é linda de Natureza e é por isso que foi considerada Patrimonio da Humanidade...
De Fátima a Salamanca são 4hs e meia na velocidade de 120kms...

Agora um pouquinho de história de Salamanca...


Salamanca é uma das cidades espanholas mais ricas em monumentos da
Idade Média, do Renascimento e das épocas clássica e barroca. Destacam-se as Catedrais, o Palácio de La Salina, o Palácio de Anaya, o Palácio de Monterrey, a Casa das Conchas, o Convento das Dueñas e a Torre do Clavero. O Museu Diocesano, o Museu Catedralício, o Museu Universitário e o Museu das Dueñas são outras referências culturais da cidade.




E um destaque aqui é o polo universitário da Espanha - A mundialmente conhecida UNIVERSIDAD DE SALAMANCA

FATIMA - PORTUGAL


















Pessoal depois de ter passado um dia no Porto cruzamos o Rio Douro e seguimos nossa viagem para Fatíma aonde houve as aparições de Nossa Senhora aos 3 pastorinhos: Jacinta, Francisco e Lúcia. Novamente, nossa emoção foi unica, quando chegamos na cidade, estava tudo nublado e frio e quando terminamos de fazer as nossas orações e participamos da missa, o céu estava já bem azulado e com um sol tão vivo... Sim naquele dia senti a minha fé cada vez mais forte! Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Salve Maria!






História das Aparições:









A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, conselho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.
Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia um terço branco.
A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Conselho, para Vila Nova de Ourém.
Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a "Senhora do Rosário" e que fizessem ali uma capela em Sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.



Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de cinco milhões.






Os Segredos:






Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente na Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13/14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração. Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de Julho de 1917, na parte já revelada do chamado "Segredo de Fátima".
Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência.






A igreja que parece um circulo é nova que se chama Santíssima Trindade.





Fonte: Santuário de Fátima

VILA NOVA DE GAIA - PORTUGAL





A origem de Vila Nova de Gaia remonta provavelmente a um castro celta. Quando integrada no Império Romano, tomou o nome Cale (ou Gale, uma vez que no Latim Clássico não há uma distinção clara entre as letras e o som "g" e "c"). Este nome é, com grande probabilidade de origem Céltica, um desenvolvimento de "Gall-", com a qual os Celtas se referiam a eles próprios (outros exemplos podem ser encontrados em "Galicia", "Gaul", "Galway"). O próprio rio Douro (Durus em latim), é igualmente celta, construído a partir do Celta "dwr", que significa água. Durante os tempos romanos, a grande maioria da população viveria na margem sul do Douro, situando-se a norte uma pequena comunidade em torno do porto de águas fundas, no local onde se situa agora a zona ribeirinha do Porto. O nome da cidade do Porto, posteriormente, "Portus Cale", significaria o Porto ("portus" em latim) da cidade de Gaia.


Olha pessoal do Rio -


Vila nova de Gaia e Porto são como Niteroi e Rio - as melhores vistas estão do outro lado da Ponte!!!! rsrsrsrsrs...


Adeus!!!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

PORTO - PORTUGAL

























A cidade do Porto é conhecida como a Capital do Norte ou a Cidade Invicta. É a cidade que deu o nome a Portugal – desde muito cedo (c. 200 a.C.) que se designava de Portus, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense, ou Portucale (Reino que deu o nome a Portugal). É portanto uma das cidades mais antigas e com um dos nomes mais antigos em todo o mundo.








Foi dentro dos seus muros que se efectuou o casamento do rei D. João I com a princesa inglesa D. Filipa de Lencastre. A cidade orgulha-se de ter sido o berço do infante D. Henrique, o navegador.
Devido aos sacrifícios que fizeram para apoiar a preparação da armada que partiu, em
1415, para a conquista de Ceuta, tendo a população do Porto oferecido aos expedicionários toda a carne disponível, ficando apenas com as tripas para a alimentação, tendo com elas confeccionado um prato saboroso que hoje é menu obrigatório em qualquer restaurante. Os naturais do Porto ganharam a alcunha de "tripeiros", uma expressão mais carinhosa que pejorativa. É também esta a razão pela qual o prato tradicional da cidade ainda é, hoje em dia, as "Tripas à moda do Porto". Existe uma confraria especialmente dedicada a este prato típico e também Bacalhau a moda do Pipo.








BEM VINDO A PORTUGAL







Saindo de Vigo (Espanha) seguimos em direção ao Porto (Portugal) um país que para mim tem muita história, alegria e amizade...


Foi na cidade do Porto que em 2000 conhecemos 2 amigos que serão eternos no nosso coração, Uma portuguesa do Porto chamada dona Piedade e Um brasileiro-português (só nasceu no Brasil e retornou a patria do seus pais) Seu Antonio... Amigos que nos acolheram tão bem naquela época e até hoje nossa amizade é tão grande quanto se estivessemos sempre juntos...



Em 2000 eu era solteira, tinha apenas 23 anos e bem diferente de hoje... Agora com meus 31 anos casada, com uma filha ... o nosso reencontro foi mais emocionante ainda... Aqui fica resgistrado a amizade que será eterna...



Dona Piedade e Seu Antonio vocês sempre serão a minha família aí nessa terra lusitania...



Que Deus abençoe sempre a nossa amizade! Amamos vocês!






Piu, Graça, Rodrigo e Júlia

VIGO - GALICIA ALMA CELTA











Depois de passar um dia maravilhoso em Santiago seguimos o nosso caminho, com destino a Vigo cidade litorânea da Costa do Atlântico da Espanha. Vigo tem um porto muito famoso, é em vigo que se faz a pesca de Ostras. Além de ser uma cidade típica Galega, Vigo possuiu uma alma muito mística, aqui a cultura Celta é ainda faz parte da sua tradição.
Nos lugares aonde passamos para comprar os souveniers tinham bruxas e vários elementos da natureza Celta... Além dessa história toda... Vigo possue uma beleza única... Descubra a Galícia...


Um pouco de história: Quem foram os Celtas?



Celtas é a designação dada a um conjunto de povos, organizados em múltiplas tribos, pertencentes à família linguística indo-europeia que se espalhou pela maior parte do noroeste da Europa a partir do II milénio a.C.. A primeira referência literária aos celtas (Κελτοί) foi feita pelo historiador grego Hecateu de Mileto em 517 a.C.



Do ponto de vista da independência política, grupos celtas perpetuaram-se até pelo menos o século XVII na Irlanda, país onde por seu isolamento, melhor se preservaram as tradições de origem celta. Outras regiões europeias que também se identificam com a cultura celta são o País de Gales, uma entidade sub-nacional do Reino Unido, a Cornualha (Reino Unido), a Gália (França), o norte de Portugal e a Galicia (Espanha). Nestas regiões os traços linguísticos celtas sobrevivem nos topônimos, em algumas formas linguísticas, no folclore e nas tradições.
A influência cultural celta, que jamais desapareceu, tem mesmo experimentado um ciclo de expansão em sua antiga zona de influência, com o aparecimento de música de inspiração celta e no reviver de muitos usos e costumes.



Línguas celtas são uma família de línguas da superfamília das línguas indo-européias, originadas principalmente pelos celtas.



Subfamílias:



Línguas gaélicas;
Línguas britônicas;
Línguas gaulesas;
Línguas celtibéricas.



E saibam que as lendas Galegas são belas e exautam a Natureza e o mistico:



segue uma Lenda Celta Galega em Galego...



As cunchas de Santiago



Despois de que Santiago lle cortasen o pescozo, os seus discípulos recolleron o seu corpo e puxérono enriba dunha barca de pedra. Navegando, chegaron ás costas de Galicia a un lugar onde había unha festa polo casamento do fillo do señor.
Había gran alegría e entre outros festexos se bafordaban (ir galopando mentres se guinda a lanza e se volve a recoller sen que caia ao chan). Un dos que bafordaban era o noivo que de repente viu como o seu cabalo se dirixía ao mar e se afundía baixo as augas. Todos viron o prodixio e como ao chegar á barca cabalo e cabaleiro saíron sen dano das augas.
Ao volver a terra e pisar a praia, todos viron que tiña os vestidos e o chapeu cubertos de vieiras e a partir de entón todos os que peregrinan a Santiago levan nas súas roupaxes a famosa cuncha.



Adeus...

dados:wikipédia

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A HISTÓRIA DE SANTIAGO DE COMPOSTELA
































O Caminho de Santiago de Compostela

A Europa se fez pelo Caminho de Santiago


Tiago, um pescador que vivia à margem do Lago Tiberíades, Filho de Zebedeu e Salomé, irmão de João (depois chamado "O Evangelista"), atendeu ao chamado de Jesus para ser um dos 12 apóstolos.

Depois dos eventos da morte e ressurreição de Cristo, São Tiago foi pregar na Galícia, extremo oeste da Espanha, então Província Romana. Retornando a Jerusalém, foi preso e decapitado. Dois de seus discípulos, Teodoro e Anastácio, recolheram o cadáver e o levaram de volta à Galícia de navio, sepultando-o secretamente em um bosque.

O lugar foi esquecido até que oito séculos depois, um ermitão chamado Pelágio observou chuvas de estrelas sobre um ponto no bosque. O bispo de Iria Flávia, Teodomiro, logo ordenou que fossem feitas escavações no lugar, encontrando os ossos do apóstolo Tiago.

A notícia se espalhou e pessoas começaram a deslocar-se para lá a fim de conhecer a tumba, originando-se o Caminho de Santiago de Compostela.

Afonso II de Astúrias mandou construir no mesmo local da grande descoberta uma singela capela de barro, pedra e madeira em honra ao Apóstolo Tiago, proclamado padroeiro e guardião de todo o seu reino. Em pouco tempo uma cidade levantava-se em torno daquele bosque, logo chamada de Compostela, etimologicamente derivado do latim Campus Stellae, ou seja, "Campo das Estrelas".

No ano de 899 Afonso III ergueu uma Basílica com colunas de mármore sobre o rústico templo edificado por seu pai. Oito anos depois, este santuário foi saqueado pelo rei árabe Almanzor que poupou, respeitosamente, as relíquias do apóstolo. Em 1075 foram iniciadas as obras da atual Catedral, cinco vezes maior que a anterior.

As peregrinações cresciam rapidamente: homens e mulheres reunidos em caravanas iam até a tumba apostólica cumprir promessas, redimir seus pecados, buscar raízes de religiões mortas ou simplesmente aventurar-se em uma terra distante. Outros mais faziam por delegação de terceiros que para isso o pagavam; cumpriam penas criminais; tão como os que iam somente para tirar proveito dos mais incautos (ladrões, vadios etc.).

Na Idade Média eram quatro as vias históricas que entravam na Península Ibérica pelos Pirineus, trazendo concheiros da França e dos mais remotos pontos da Europa: a Turonensis, que partia de Paris; a Limosina, de Vézelay; a Podenses, por Le Puy e a Tolosana, que coligava peregrinos em Arles.

As três primeiras penetravam na Espanha em Roncesvalles dando origem a Rota Navarra. A Tolosana, via Somport, chamada desde então Rota Aragonesa, até confluir com a primeira em Puente la Reina. Desde ali, embora com alguns desvios e ramais secundários, o Caminho é único, chamado de Real Francês. No século XIV, inicia um declive das peregrinações, que acentuou-se nos séculos seguintes. Até que no século XX, as pessoas "redescobriram" o Caminho. Nos dias de hoje, há mais de 30.000 pessoas viajando pelo norte da Espanha nas três formas autênticas de peregrinação: a pé, de bicicleta ou a cavalo.

Mas no nosso caso fomos de carro...